quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Egoísmo







Sinto falta de você. 
Mas o que sinto falta é de tudo o que é seu e que me falta. 
Sinto falta de minhas faltas que em você não faltam. 
Sinto falta do que eu gostaria de ser e que você já é.
Estranho jeito de carecer, de parecer amor. 
Hoje, neste ímpeto de honestidade que me faz dizer, 
Eu descobri minhas carências inconfessáveis 
Que insisto em manter veladas. 
Acessei o baú de minhas razões inconscientes
E descobri um motivo para não continuar mentindo. 
Hoje eu quero lhe confessar o meu não amor, 
Mesmo que pareça ser. 
Eu não tenho o direito de adentrar o seu território 
Com o objetivo de lhe roubar a escritura. 
Amor só vale a pena se for para ampliar o que já temos.
Nessa vida de fachadas tão atraentes e fascinantes; 
Nestes tempos de retirados e retirantes, 
Sequestrados e sequestradores,
A gente corre o risco
De não saber exatamente quem somos. 
Mas o tempo de saber já chegou. 
Não quero mais conviver com meu lado obscuro,
E, por isso, ouso direcionar meus braços
Na direção da dose de honestidade que hoje me cabe.
Hoje quero lhe confessar meu egoísmo. 
Quem sabe assim eu possa Ainda que por um instante amar você de verdade.
Perdoe-me se meu amor chegou tarde demais, 
Se meu querer bem é inoportuno e em hora errada.
É que hoje eu quero lhe confessar meu desatino, Meu segredo tão desconcertante: 
Ao dizer que sinto falta de você Eu sinto falta é de mim mesmo.


--- Retirado do livro: "Quem me Roubou de Mim"

terça-feira, 19 de agosto de 2014


A vida tinha um plano
E separou a gente mas..
se quem eu amo, tem amor por mim...

domingo, 30 de março de 2014

the noise inside my head

Alive - and forced to live
Alive - and no relief 

Eu sou o peso que está dominando sua cabeça.
O peso que te deixa de joelhos, 
O peso que surgiu, se alastrou e tirou toda a sua defesa.
Um peso que te machuca e incapacita cada dia que passa,
te faz chorar e perder todo o tipo de esperança.
Foi fácil entrar aqui, me aproveitar das suas fraquezas,
te dizer coisas que você odeia ouvir, te confundir,
e continuar manipulando você até que se destrua.
Me alimentando nas suas preocupações, 
me fortalecendo nas suas perguntas.
Você é a prisioneira da sua própria mente.
Se machucando e afetando tudo ao seu redor,
te enlouquecendo aos poucos.

Mas também luto contra seu otimismo,
sua vontade de seguir em frente e me ignorar.
e desapareço em meio aos seus sorrisos.
Sumo quando sua coragem aparece.
Tudo depende de você, garota..
No fim, é você quem escolhe seu caminho
e controla as vozes da sua cabeça

quarta-feira, 19 de março de 2014

half smile

Um meio sorriso, um meio vazio, um meio talvez
num meio desespero

quarta-feira, 12 de março de 2014

the dance




E nessa dança cuja melodia era composta pelo ritmo acelerado dos nossos corações, sintonizados pela mesma intensidade de desejo, acompanhando nossos corpos incansáveis,  os lábios que se unem, nossos olhares se encontrando e implorando secretamente por mais... Algo intimamente nosso, não pertencia a mais ninguém aquele momento. Era nossa dança, silenciosa, escandalosa, de forma que só nós saberíamos reproduzir. Nos completávamos, com uma necessidade tão grande de preencher aquela vontade de tomarmos-nos aos braços e tornarmos um só, de esquecer de tudo ao nosso redor e deixar fluir em uma viagem longa.. Era tudo o que importava, a demonstração do mais puro amor, do mais puro cuidar e ter. Era praticar a malícia com inocência.
Era a entrega, era confiar, era valorizar cada toque; examinar cada expressão e reação, era aproveitar, re-descobrir e inventar, sentir profundamente. Era único, tudo parecia novidade. Doar-se de corpo e alma, deixar a pele arrepiar de prazer, tremer de satisfação, viciar naquele cheiro e exaurir as forças deixando marcas até aquele calor dominar ambos, aquela voz ofegante sussurrando ao ouvido. Dançaríamos até o dia acabar, amanhecer, anoitecer. Deixe que a lua nos ilumine enquanto isso, deixe que o sol nos aqueça no nosso frenesi, deixe que o tempo pare enquanto estivermos só nós dois, deixe os corpos interagirem no mesmo tom, alcançarem o mesmo timbre,  até a música acabar. E não teria fim, apenas pausas, abrindo espaço para a saudade novamente. Despedindo-se com beijos, aguardando ansiosamente pelo próximo abraço, onde tudo se repetiria outra vez.


Era a nossa dança. Nossa dança de dois, nossa dança infinita, nossa dança da nossa música e do nosso amor. Você é meu parceiro eternamente nessa dança. 



Dança comigo?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

She

Ela sentou-se diante da mesa de sempre, tão rotineiro e habitual se dessa vez não fosse diferente. Apenas sentou e encarava um ponto qualquer, como se este pudesse encarar de volta, buscando alguma compreensão naquele olhar meio perdido.

Ela queria uma saída que não abrisse mais nenhuma ferida, que não irrompesse nenhuma cicatriz. Ela estava com seus cacos de vidro e não sabia se podia moldar-se de outra forma, ou juntar e continuar com os mesmos trincos. Ela não sabia reinventar uma nova garota, não queria se abdicar de sua personalidade, nem do seu egoísmo por mais altruísta que seja, não queria deixar ir embora o pouco de coisas boas que carregava. Eram boas, até certo ponto - o ponto que a transformava em correntes muito limitadoras. Era o preço a se pagar, e ela relutou pra aceitar.

Ela achava melhor estar sozinha. Ela morria cada vez que ficava sozinha. Ela, na verdade, não queria estar sozinha. Mas essa era a aura que ela era obrigada a transmitir - preciso ficar sozinha. Sozinha, ela aprenderia a conviver com seus próprios gritos e com a própria solidão, a que logo chegaria, ela querendo ou não. Ela era otimista, ela era esperançosa. Ela era, ela não mais seria, porque isso doeria. Ela foi designada a se acostumar com algo, e teria de fazê-lo sem olhar pra trás, seria fria por um dia ter sido quente demais e não querer inflamar todos a sua volta, com seu fogo tão acolhedor como devastador se não for controlado.

Ela virou as costas e preferiu engolir os erros, afim de digerir cada um procurando descobrir que seus sonhos demorariam muito mais a se tornar realidade e ela já não se contentava mais com pouco. Mas isso era quase um auto flagelo, então, ficar quieta sempre pareceu um bom escape da situação. Ela amava, e por amar achou melhor assim. Mas o que sabia ela? Ela, que sempre achou graça em andar descalça por caminhos incertos, ela encontrou o medo no meio da trilha e agora já não seguia da mesma forma. Regrediu, regressou, deu ré nas conquistas. Ela só observou seu esforço voar pra longe, mesmo sabendo que isso estaria aguardando ela em algum lugar do futuro, caso ela atravessasse tudo isso.

Ela cansou, ela assustou, ela se deu conta que esteve na rota certa fazendo as coisas erradas - ela se entregou demais, se deu demais, se doou demais e não lembra mais como é viver por si mesma, se é que algum dia ela teve essa vontade. Pequenas alegrias que não exigiam sua participação a abalavam, e ela não podia jogar a culpa em alguém, porque a culpa era intimamente só dela. Ela não queria estar errada, mas estava, ela se odiava, ela guardava todo o rancor por ela pra ela. Ela se destruia, e era uma fase de auto-destruição que poderia culminar em algo bom afinal. Ela aprenderia algo com isso.

Ela quer ficar sozinha. Ela não pode ficar sozinha.

She has the silence deep in her breasts embraced
She wears a perfume of a truly vicious taste.
She has the wisdom in her empathic eyes.
She knows the truth to all unspoken lies.

She says she'd seel her angel for a dream
She says that she is not who she might seem
She says that she has lost her self-esteem
She says that she will not give up her dream

She offers traitors her lap to feel like home.
She masteres violence as if she fears no one.
She makes your anger turn into quiet tears.
She makes you laugh about intimate fears.

She hears the voices that tell me what to do.
She look into our eyes, but only smiles at you.
She knows the warmth she feels is not for long.
She stopped to speak that's why I end this song.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

our fate is to fight


Falta fôlego -- a respiração tem sido escassa e parece ser a última. E isso é muito convidativo para a confusão fazer da minha mente o seu lar. Que seja temporário, mas que me ensine a não fraquejar novamente; afinal por favor, eu tenho alguém pra cuidar e que cuida de mim. Parece não haver sentido nisso tudo, mas acho que resume ao medo, aliada a ansiedade que tanto vem me torturando. Sofrimento este que sempre julguei estar acostumada, mas ele te apunhala de maneiras novas, te surpreende  e faz das suas noites as mais desprazerosas de viver.

Porque falta.. falta sentir você tão ofegante quanto poderia ser, aqui perto de mim.